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é chegada a hora.

É chegada a hora de contar os dias que findam o ano de dois mil e doze Que muita gente chamou de dois mil e doces Que t odo mundo comemorou o Natal Vestiu vermelho Deu presente Abraçou pessoas Falou de amor Sentiu o amor Confraternizou com os colegas de trabalho Agora todos falam da hora da virada para brindar a vida Pular sete ondinhas Vestir branco e prometer ser diferente sem vírgulas exclamações interrogações conectivos e ponto final Porque o mundo não se acabou

minha casa.

eu sei onde é minha casa. a minha casa é em quase todo lugar. a minha casa é qualquer lugar onde eu possa ver areia, se esta for da praia onde tenha asfalto, se este for bem feito onde tenha pedra, para que eu sente, deite e me deleite. a minha casa é qualquer lugar  onde eu possa  escrever e ser lida falar e ser ouvida.

acompanhar.

como qualquer outra atividade que representa ação,  acompanhar requer esforço. não é somente ir junto, tem que fazer companhia,  no sentido franco da palavra. é segurar a mão do outro com firmeza, zelar, conversar, se importar. nada disto é fácil.  comprometer-se também é ingrediente do acompanhar. e não é somente seguir na mesma direção, tem que ter atenção. não precisa ter a mesma opinião, mas tem que ter cumplicidade. uma pessoa companheira ao lado não é nada fácil. um bom companheiro... todos queremos ter. mas, isto é o que primeiro devemos ser.

nossa colheita.

Todos os nossos dias são plantações do que colheremos amanhã.  Muitas vezes não adquirimos a sapiência de sabermos lidar com aquilo que está para nós em um determinado momento.  Mas, a partir do instante que percebemos que tudo na nossa vida acontece quando e como tem que ser, a gente se transforma.  E a transformação é necessária para mantermos a mente sã e aberta às possibilidades.

luzes da cidade.

Um ano termina para que outro nasça em seu lugar. Percebo isto através das luzes da cidade que não cansam de brilhar e purificar as almas. As bondades, os zelos, os afetos e os objetos se intensificam. Almas caridosas. Bondade maior não há. Percebo também que é tempo de desejar... Então, Desejo veementemente que as luzes da cidade não se apaguem. Senão, junto aos brilhos vão os bons espíritos. Todos voltam para os seus abrigos, onde moram durante 360 dias do ano que vai chegar.

coragem.

firmeza inabalável no perigo. ousadia. é o que nos faz escalar montanhas, irmos aos mais altos patamares e em seguida descermos para entendermos as diferenças, as dificuldades que existem entre um nível e outro e sermos capazes de adquirir mais tolerância. porque esta só se tem quando enxergamos perspectivas diversas e estas só percebemos quando abdicamos do conforto de nossas verdades e exploramos o que é do outro. e isto só fazemos quando temos coragem... para irmos além, rumo ao improvável ou desconhecido, sozinhos ou acompanhados. e foi a coragem que me  fez arrumar a mochila, e assim, como um pássaro sem dono, seguir viagem... sem saber ao certo como chegar ao destino e sem ninguém à minha espera. cada vez mais percebo o quão bela é a viagem, a estrada, suas chances, e suas saídas!

dias cinzas.

nunca gostei tanto de dias cinzas como agora. a nostalgia vinda de brinde com a cor do céu nublado invadiu meu dia como a poesia que é lida para aguçar o nosso despertar pelo belo. não tive medo de abrir a janela do quarto porque sabia que junto disso viria algo parecido com uma brisa, que dificilmente acontece por aqui. com toda a sua licença, vou deleitar-me com esse céu cinzento que o bom tempo trouxe para mim. para nós.