segunda-feira, 25 de abril de 2011

das coisas que não se entende.


Sem querer não quis você
Não compareci no lugar e horário marcado
E até hoje não entendo o porquê

Sem querer, ignorei a sua procura
E, para mim, pior que escutar a batida da porta
Foi ver pela minha janela a sua partida

Não esqueço o seu caminhado e suas mãos no bolso
Naquela calçada e madrugada gelada

Senti vontade de gritar seu nome e pedir para voltar
Mas sem querer, entendi que me calar era o melhor que podia fazer

Esqueci que escrever não diminuiria a minha culpa
E nem reduziria a nossa distância

Sem ter onde guardar...
Sem querer, rasguei as fotos tiradas enquanto me lembrava de você.

terça-feira, 19 de abril de 2011

vaidade.

A vaidade consome e devora
Aproveita sua fraqueza e enaltece o parvo
Fecha seus olhos para o que há de mais sensato
Esquece de avisar que o melhor pode não custar tão caro
Vai com a idade e deixa marcas infundadas

Sai vaidade!


domingo, 3 de abril de 2011

você, crescido.


 Parece que você cresceu,
descobriu um mundo afora que pode ser seu e desde então só quer saber de experimentar.

Você, crescido, olha ao seu redor e percebe nas pessoas diversas possibilidades, principalmente quando estas tem um rosto, gosto e estilo muito diferentes do seu.

Nesta forma crescida, gosta de ver o chão de um ângulo mais próximo do céu e reconhece que somente vê-lo não é suficiente porque tem que pisar, sentir e aproveitar tudo o que de verdadeiro esse chão tem para lhe mostrar.