domingo, 26 de setembro de 2010

vem me ver.


por que você não vem me ver?
aproveita que está perto e tira uma folga do seu colchonete.
compra a passagem e segue em direção à sua nova casa.
são quarenta e cinco minutos de distância e cinquenta e quatro motivos para estarmos juntos.
parece até que não percebe.
por que você demora?
desliga esse monitor, pega sua guitarra, arranca essa falta de coragem e
vem me ver.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

silêncio.


Se você usa as palavras para ferir, expressar o que não sente ou ludibriar a si mesmo e aos outros: Pratique o silêncio.
Elas são desnecessárias se utilizadas para causar danos.
Tem poder sobre a mente de quem as escuta, por isso, só devem ser pronunciadas quando houver um significado são.
Dificilmente são esquecidas, portanto, se não provocam entendimento, é melhor que nem sejam ditas.
Porque não entender machuca e dói.
São armas de fogo perto de despudorados.
Já que nem sempre são profícuas, satisfaça-se com o silêncio.

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é bom salientar:
A vida faz muito ruído e isso vicia. O silêncio não significa o vazio. O silêncio significa, muitas vezes, o começo!
citação de Zélia Duncan.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

pitadas de sal.


Estranho o que cheira mal, dá calafrios e provoca arrepios.

Desvalorizo o que tenta mostrar o lado de fora, já o contrário é o caso.

Afinal, tudo que transcende as aparências tem mais valor.

Vontades vagas, dizeres pífios e máscaras não comovem.

De nada adianta uma vida sem valores reais

e pitadas de sal de lealdade.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

permita-se.


permita que se sinta que se cheire que se beije.
que o corpo adormeça e que toque no toque mais sensível do outro.
que se lamba que se veja que se crie e que se queira.
até não faltar mais nada.
porque qualquer coisa que se sinta
a qualquer hora do dia é digno
de ser explorado.

sábado, 4 de setembro de 2010

ventania.


. não sei que vento é esse que me chama para ficar uns dias ao seu lado
. não sei que ventania impávida é essa que me leva para tão longe sem ao menos sentir como é o calor da sua pele
. também não sei que sentimento venturoso é esse que tomou conta do meu ímpeto
. e por ser assim tão virtuoso, acalentar-me-ei nos seus braços de olhos bem fechados para não ver o que me espera depois da devastação causada por essa ventosidade